E se eu vender a casa com energia solar? O que acontece com o sistema e os créditos
Ao vender a casa, o sistema solar normalmente fica com o imóvel e vai para o comprador, como parte da negociação. Na Cemig, o novo dono pede a transferência de titularidade da conta e o sistema continua homologado na mesma unidade consumidora; os créditos acumulados ficam na unidade, ou seja, passam ao comprador, salvo se você os transferir antes para outro imóvel seu. Levar as placas é possível, mas raramente compensa: desmontar, transportar, homologar de novo e reinstalar custa de 30% a 50% de um sistema novo.

O sistema é um argumento de venda, não um problema. Veja como conduzir.
1. Deixar o sistema: como transferir
Na negociação: inclua o sistema na descrição do imóvel com o dossiê (projeto, ART, notas fiscais, garantias, histórico de geração). Ele justifica um preço maior e é o que o comprador vai pedir para ver.
Na Cemig: o comprador solicita a troca de titularidade da unidade consumidora (o mesmo processo de qualquer mudança de titular), informando que há geração distribuída. O cadastro do sistema acompanha a unidade. Não é preciso homologar de novo.
Garantias: as de fabricante acompanham o equipamento (com a nota fiscal); a de instalação, conforme o contrato, geralmente é transferível. Informe a empresa instaladora do novo contato para a assistência.
2. Os créditos e o financiamento em aberto
Créditos: ficam vinculados à unidade consumidora. Se você tem saldo grande, antes da venda pode cadastrar outro imóvel seu como beneficiário (autoconsumo remoto) e direcionar o saldo, ou negociar o saldo no preço. Depois da transferência de titularidade, o saldo passa ao novo titular.
Financiamento: se o sistema está financiado, o contrato é seu, não do imóvel. As opções são quitar com parte do valor da venda (o mais comum), negociar com o comprador que ele assuma (exige anuência do banco) ou, se o sistema estiver alienado ao banco como garantia, liberar a alienação antes da escritura. Verifique o contrato: alguns exigem quitação na venda.
3. Levar o sistema: quando faz sentido
Só compensa levar quando: o sistema é recente e grande, a nova casa está na área da Cemig e tem telhado compatível, e o comprador não valoriza o sistema. Mesmo assim, você pagará desmontagem, transporte, novo projeto com ART, nova homologação, nova estrutura (a antiga raramente serve) e reinstalação, com prazo de 30 a 60 dias. Somando, de 30% a 50% do valor de um sistema novo, além de deixar o imóvel vendido com telhas mexidas.
Na maioria dos casos, a conta melhor é: vender a casa com o sistema por um valor maior e instalar um sistema novo, com garantia nova, na próxima casa.
Como a Sollivre resolve isso
A Sollivre ajuda nas duas pontas em Ouro Fino e no Sul de Minas: na venda, atualiza o dossiê para o comprador, orienta a transferência de titularidade e o destino dos créditos, e transfere a assistência para o novo dono; na compra da próxima casa, faz o diagnóstico do novo telhado.
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Leia também: valoriza imóvel · créditos Cemig.
Perguntas rápidas
Posso levar as placas solares quando mudar de casa?
Pode, mas custa de 30% a 50% de um sistema novo entre desmontagem, projeto, nova homologação e reinstalação. Em geral compensa mais vender a casa com o sistema.
Os créditos de energia ficam com quem compra a casa?
Sim, ficam na unidade consumidora. Antes da venda você pode direcioná-los a outro imóvel seu via autoconsumo remoto ou negociá-los no preço.
Como transferir a energia solar na Cemig na venda?
O comprador pede a troca de titularidade da conta informando que há geração distribuída. O sistema continua homologado; não é preciso novo processo.