Energia solar para apartamento: o que é possível e o que não é
Quem mora em apartamento tem quatro caminhos reais para energia solar: (1) instalar o sistema em outro imóvel seu (casa, sítio, loja) e usar os créditos no apartamento, pelo autoconsumo remoto; (2) o condomínio instalar na laje e ratear a energia entre as unidades; (3) assinar energia solar de uma usina compartilhada; ou (4) instalar na própria cobertura, se você mora nela. Placa na varanda ou na janela não gera o suficiente para valer a pena.

A limitação é o telhado, não a lei. Veja cada opção com seus números.
1. Instalar em outro imóvel e usar o crédito no apartamento
É a opção mais interessante para quem tem casa, sítio, chácara ou ponto comercial na área da Cemig. O sistema é instalado onde há telhado e a energia excedente vira crédito que pode ser direcionado, no todo ou em parte, para a conta do apartamento (mesmo CPF). Isso se chama autoconsumo remoto e é previsto na Lei 14.300.
O detalhe: toda a energia usada no apartamento chega como crédito, ou seja, injetada na rede, e paga Fio B (60% em 2026). Ainda assim a economia fica entre 60% e 75% da conta do apartamento, e o retorno do sistema costuma ficar entre 4 e 6 anos.
2. Sistema do condomínio na laje, com rateio entre as unidades
A Lei 14.300 permite o chamado empreendimento com múltiplas unidades consumidoras: o condomínio instala um sistema na laje ou na cobertura e a energia é dividida entre as áreas comuns e as unidades que aderirem, com percentuais definidos. É decidido em assembleia, o investimento pode ser rateado ou feito com o fundo de reserva, e a laje de um prédio de 4 a 8 andares costuma comportar de 20 a 60 kWp.
Na prática, a laje raramente gera o suficiente para todas as unidades; o mais comum é cobrir as áreas comuns (elevadores, bombas, iluminação, portaria), que já reduzem o condomínio de todos, e um percentual das unidades interessadas.
3. Assinatura e cobertura própria
Energia solar por assinatura: você contrata uma cota de usina remota e recebe créditos na conta, com desconto de 10% a 20%, sem investimento. É a opção para quem não tem outro imóvel e o condomínio não instala.
Cobertura própria: se você mora na cobertura e tem laje privativa, dá para instalar um sistema individual, com autorização do condomínio para a passagem de cabos até o seu medidor, respeitando a convenção. Funciona como uma casa.
Placas na varanda ou "gerador solar portátil": geram poucos watts, não podem ser conectados à rede sem homologação e não abatem a conta. Não são solução para apartamento.
Como a Sollivre resolve isso
A Sollivre atende moradores de apartamento em Ouro Fino e no Sul de Minas pelas opções que funcionam: sistema em outro imóvel do cliente com crédito direcionado ao apartamento, projeto para condomínios com rateio e instalação em coberturas. No diagnóstico, informe onde você tem telhado disponível (casa, sítio, comércio) e a conta do apartamento, e mostramos quanto do consumo pode ser coberto e o retorno.
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Perguntas rápidas
Dá para colocar placa solar em apartamento?
Na varanda ou janela, não de forma útil. As opções reais são: sistema em outro imóvel seu com crédito no apartamento, sistema do condomínio na laje, assinatura de usina compartilhada ou instalação na cobertura própria.
Posso instalar energia solar na minha casa e usar no apartamento?
Sim, pelo autoconsumo remoto: os créditos do sistema podem abater a conta de qualquer imóvel do mesmo CPF na área da Cemig.
O condomínio pode ter energia solar?
Sim. O sistema na laje pode alimentar as áreas comuns e ser rateado entre as unidades que aderirem, com aprovação em assembleia.