Posso vender a energia que sobra da minha placa solar?
Não. No Brasil, o consumidor com geração distribuída não vende energia para a distribuidora: a energia que sobra vira crédito em kWh para abater o seu próprio consumo, nesta ou em outras unidades do mesmo CPF ou CNPJ, e expira em 60 meses. A Cemig não paga em dinheiro pelo excedente. Por isso, um sistema maior do que o seu consumo não gera renda, gera crédito que você não usa. A única forma de "ganhar" com energia solar é deixar de pagar a conta.

É a pergunta que mais gera sistema superdimensionado. Veja o que a regra permite e o que não permite.
1. O que acontece com a energia que sobra
Energia injetada vira crédito em kWh no sistema de compensação. O crédito abate o consumo dos meses seguintes, na mesma unidade ou em unidades cadastradas do mesmo titular, dentro da área da Cemig, e é válido por 60 meses. Depois disso, expira, sem ressarcimento. Sobre o crédito incide o Fio B (60% em 2026), o que faz cada kWh injetado valer um pouco menos do que um kWh consumido.
Não há pagamento em reais, não há venda a terceiros, não há transferência de crédito para outro CPF. O que existe é compensação.
2. O que é permitido: usar melhor o seu excedente
Autoconsumo remoto: cadastrar outros imóveis seus (casa, sítio, loja, apartamento) como beneficiários e definir percentuais para o excedente. É a forma legítima de aproveitar um telhado grande.
Geração compartilhada: reunir pessoas em consórcio ou cooperativa para uma usina cujos créditos são divididos entre os participantes. É como funcionam as empresas de assinatura de energia solar, que são geradoras profissionais com estrutura jurídica própria, não consumidores vendendo sobra.
Venda de energia de verdade: só para geradores registrados no mercado livre ou em leilões, com escala de usina, contratos e regulação própria. Não é o caso de uma casa ou de um sítio.
3. O erro do superdimensionamento e como evitar
Como não há venda, o dimensionamento certo é para o consumo (menos a tarifa de disponibilidade), com folga pequena para variações. Um sistema 30% maior do que o consumo custa 30% a mais e gera crédito que expira ou que paga Fio B sem abater nada. O retorno piora.
Quando faz sentido instalar mais do que o consumo atual: se você vai aumentar o consumo em breve (ar-condicionado, carro elétrico, piscina, ampliação) ou se tem outros imóveis para cadastrar. Fora isso, o que sobra de telhado fica para uma expansão futura, que é fácil se o inversor tiver folga.
Como a Sollivre resolve isso
A Sollivre dimensiona pelo consumo real e pelos imóveis que você pode cadastrar, em Ouro Fino e no Sul de Minas. Se o cliente pede um sistema maior "para vender o que sobra", explicamos que isso não existe e mostramos o que existe: o autoconsumo remoto para outras unidades, ou a expansão quando o consumo crescer. O diagnóstico já mostra a potência certa, sem sobra que vira desperdício.
Mande sua conta de luz (e as de outros imóveis seus, se houver) no WhatsApp. O diagnóstico é gratuito.
Quer ver isso aplicado ao seu caso? A simulação gratuita calcula em 20 segundos, sem cadastro — e a página de energia solar residencial mostra o que está incluído em cada projeto.
Leia também: créditos Cemig · geração distribuída.
Perguntas rápidas
A Cemig compra energia solar do consumidor?
Não. O excedente vira crédito em kWh para abater o seu próprio consumo, válido por 60 meses. Não há pagamento em dinheiro.
Posso transferir meus créditos de energia para outra pessoa?
Não. Créditos só podem ser usados em unidades do mesmo CPF ou CNPJ na mesma distribuidora.
Vale a pena instalar mais placas do que eu consumo?
Só se você vai aumentar o consumo em breve ou tem outros imóveis para cadastrar. Crédito sobrando expira ou paga Fio B sem abater nada.