Sombra e orientação do telhado: quanto cada uma reduz a energia solar
No Sul de Minas, o telhado ideal para energia solar é voltado para o norte com inclinação de 15° a 25°. Leste ou oeste geram de 10% a 15% menos; sul, de 20% a 30% menos. Sombra é pior do que orientação ruim: uma sombra que cobre parte de uma placa por algumas horas pode reduzir a produção de toda a fileira, dependendo do inversor. Nenhum desses fatores impede o sistema; eles mudam a quantidade de placas e, às vezes, a tecnologia escolhida.

A visita técnica existe para medir exatamente isso. Veja o que cada fator faz.
1. Orientação: norte, leste, oeste e sul
No hemisfério sul, o sol passa pelo norte. Um telhado voltado para o norte recebe luz o dia inteiro e gera o máximo. Leste recebe a manhã, oeste a tarde; cada um gera cerca de 10% a 15% menos do que o norte na média anual, e a combinação leste-oeste (placas nas duas águas, com MPPTs separados) dá uma geração espalhada ao longo do dia, que combina bem com casas que consomem de manhã e à tarde.
Sul: recebe menos luz direta, especialmente no inverno; gera de 20% a 30% menos. Compensa-se com placas a mais (2 a 3 em um sistema de 8), ou instala-se em outra água, na laje ou no solo.
2. Inclinação: o que muda e o que não importa tanto
A inclinação ideal na latitude de Ouro Fino (cerca de 22° sul) fica entre 15° e 25°. Telhados de cerâmica comuns têm 25° a 35°, o que gera de 1% a 3% menos do que o ideal: irrelevante. Telhados quase planos (abaixo de 10°) geram um pouco menos e acumulam sujeira; nesses casos, estruturas inclinadas resolvem. Não vale a pena inclinar placas em telhado de cerâmica só para ganhar 2%: a estrutura custa mais do que o ganho.
Conclusão: a orientação importa; a inclinação, dentro do razoável, quase não.
3. Sombra: o inimigo real e como resolver
Fontes comuns: caixa d'água, chaminé, antena, árvore, prédio ou casa vizinha mais alta, o próprio telhado (uma água sombreando a outra no inverno). A sombra muda ao longo do dia e do ano; o que não sombreia em dezembro pode sombrear em junho, quando o sol é mais baixo.
Efeito: em um sistema string, a placa sombreada limita a corrente da fileira inteira; os diodos de bypass atenuam, mas a perda pode chegar a 30% a 50% da fileira nas horas de sombra. Soluções, em ordem de custo: mover as placas para área sem sombra; podar; separar as placas sombreadas em uma fileira própria com MPPT dedicado; otimizadores de potência nas placas afetadas; microinversores. A visita técnica com análise de sombra ao longo do ano é o que define qual.
Como a Sollivre resolve isso
A visita técnica da Sollivre em Ouro Fino e no Sul de Minas mede orientação com bússola, inclinação e sombra ao longo do dia e do ano, e o projeto coloca as placas onde geram mais. Quando o telhado tem sombra ou orientação ruim, mostramos as opções (placas a mais, outra água, otimizador, micro, laje ou solo) com a geração e o custo de cada uma, e o diagnóstico usa a geração real do seu telhado, não a média.
Mande sua conta de luz e uma foto do telhado no WhatsApp. O diagnóstico é gratuito.
Quer ver isso aplicado ao seu caso? A simulação gratuita calcula em 20 segundos, sem cadastro — e a página de energia solar residencial mostra o que está incluído em cada projeto.
Leia também: microinversor · solo.
Perguntas rápidas
Telhado voltado para o sul serve para energia solar?
Serve, gerando de 20% a 30% menos do que o norte. Compensa-se com placas a mais ou instalando em outra água, na laje ou no solo.
Qual a melhor inclinação para placa solar em Minas Gerais?
Entre 15° e 25°. Telhados comuns de 25° a 35° geram só 1% a 3% menos do que o ideal, o que não justifica estruturas inclinadas.
Sombra em uma placa afeta as outras?
Em sistemas com inversor string, sim: a placa sombreada limita a fileira. Otimizadores, microinversores ou uma fileira separada resolvem.