Quem tem energia solar paga taxa mínima da Cemig?
Sim. Quem tem energia solar paga a taxa mínima da Cemig, chamada oficialmente de custo de disponibilidade: 30 kWh por mês no padrão monofásico, 50 kWh no bifásico e 100 kWh no trifásico, multiplicados pela tarifa. Em 2026 isso dá cerca de R$ 30,00, R$ 50,00 e R$ 100,00, respectivamente, mais a contribuição de iluminação pública do município. É o valor mínimo da conta, mesmo que o sistema gere tudo o que a casa consome.

Essa é a dúvida mais comum de quem pesquisa energia solar em Minas, e a resposta completa tem três partes: o mínimo, o Fio B e o que a conta fica de verdade.
1. O que é a taxa mínima e por que ela existe
O custo de disponibilidade é uma regra da ANEEL válida para todo o Brasil, não uma invenção da Cemig. Ele remunera a estrutura que fica à disposição da sua casa (rede, medidor, atendimento) mesmo quando você não consome. Quem tem energia solar continua ligado à rede e a utiliza como "bateria" à noite, por isso continua pagando.
O valor depende do padrão de entrada: monofásico (30 kWh), bifásico (50 kWh) ou trifásico (100 kWh). Isso está escrito na sua conta. Ele não pode ser abatido com créditos de energia: é cobrado sempre.
2. O que mais aparece na conta de quem tem energia solar
Além do mínimo, a conta de quem instalou depois de janeiro de 2023 traz o Fio B sobre a energia injetada (60% em 2026, subindo até 90% em 2028; de 2029 em diante a regra passa a ser definida pela ANEEL, com tendência de cobrança integral), a contribuição de iluminação pública (definida pelo município, geralmente entre R$ 10,00 e R$ 40,00) e, se houver, bandeira tarifária sobre o consumo que não foi compensado. Se em algum mês a casa consumir mais do que gerou e não tiver crédito acumulado, a diferença é cobrada normalmente.
O que não aparece: cobrança sobre a energia consumida na hora em que foi gerada (autoconsumo instantâneo). Ela nem passa pelo medidor.
3. Quanto a conta realmente fica: exemplo com números
Casa bifásica em Ouro Fino, consumo de 400 kWh, conta atual de cerca de R$ 420,00. Sistema de 3,5 kWp gerando cerca de 400 kWh por mês. Autoconsumo de 25% (100 kWh usados na hora); 300 kWh injetados e depois compensados. Conta depois do sistema: mínimo de 50 kWh (≈ R$ 52,00) + Fio B sobre 300 kWh injetados (≈ R$ 50,00 em 2026) + iluminação pública (≈ R$ 25,00) = aproximadamente R$ 125,00 a R$ 130,00. Economia real: cerca de R$ 290,00 por mês, ou 70% da conta.
É menos do que os "95%" da propaganda antiga e muito mais do que zero. O importante é decidir com esse número, não com o outro.
Como a Sollivre resolve isso
A Sollivre é de Ouro Fino e atende a área da Cemig e, nas cidades de SP, a distribuidora local (grupo CPFL), então o diagnóstico já aplica exatamente as regras que vão aparecer na sua conta: o mínimo do seu padrão, o Fio B do ano, a iluminação pública do seu município e o autoconsumo do seu tipo de imóvel. Você recebe a conta estimada "depois do sistema" antes de decidir, e é esse número que aparece na sua primeira fatura.
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Leia também: créditos Cemig · a partir de quantos kWh.
Perguntas rápidas
Qual é a taxa mínima da Cemig para quem tem energia solar?
30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico) por mês, multiplicados pela tarifa, mais a iluminação pública. Em 2026, aproximadamente R$ 30,00, R$ 50,00 ou R$ 100,00.
A conta de luz zera com energia solar?
Não. Sempre restam a taxa mínima, a iluminação pública e, para sistemas instalados após 2023, o Fio B sobre a energia injetada. Uma casa bem dimensionada fica com 15% a 35% da conta original.
Dá para reduzir a taxa mínima trocando o padrão?
Em alguns casos sim: uma casa trifásica com consumo baixo pode avaliar a mudança para bifásico, o que reduz o mínimo de 100 para 50 kWh. Depende das cargas da casa e deve ser avaliado por um profissional.